terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Através do Espelho

Acabei de ler outra obra maravilhosa do Jostein Gaarder, um livro que ganhei de uma pessoa que compartilha do meu gosto pelo autor. Esse livro é chamado através do espelho, e conta um pouco sobre o período antes da morte de uma menina chamada cecília. Antes de morrer, Cecilia recebe algumas visitas de um anjo, chamado Ariel. O anjo a visita para consola-la sobre a sua morte, e no processo eles conversam bastante, principalmente sobre o que é ser um ser de "carne e osso", isso por que Ariel a questiona sobre esse assunto, pois como ele é um anjo, tem muitas coisas que nós seres humanos experimentamos que ele nunca sentiu. Bem, sentiu é uma palavra chave ai, pois o que eu achei mais impressionante foi o fato de o anjo não sentir. Ele não sente nada. Nem gostos, nem cheiros, nem sons e nem o toque. Ele não sente frio, nem calor, não pode saborear nem comidas e nem cheiros, ele não pode ouvir músicas, e nem sentir o toque de alguém. Ariel voa, porém para ele isso não é nada demais, já que ele não sente nada.

"Você precisa aprender direito essas coisas; senão, não vai ter graça conversar com você. Para nós, sentir uma bola de neve é o mesmo que sentir um pensamento. Você também não consegue sentir a lembrança da neve que caiu o ano passado."
Através do Espelho, Jostein Gaarder

Eu gosto muito dos livros do Jostein Gaarder, ele consegue escrever uma história que te prende, e filosofar ao mesmo tempo, ele escreve de maneira relativamente simples, mas de um jeito que a combinação de palavras que ele escolhe e os assuntos que ele escolhe te fazem parar e pensar sobre coisas simples da vida mas que são muito intrigantes. Tem tanta coisa do dia a dia que a gente faz no automático e nem se pergunta o por que. Eu adoro pensar sobre coisas simples e intrigantes, e os livros desse autor me ajudam nisso, e me ensinam muito sobre essas questões, e ainda abrem muitas outras questões para eu pensar.
Pensar é meio assustador as vezes, parece que se eu pudesse parar de pensar tudo seria mais fácil. Mas qual seria a graça então? Pensar é bom, e mesmo que isso te faça se sentir confuso as vezes, isso te da a oportunidade de olhar para o mundo de formas diferentes. E quanto mais conhecimento se adquire, mais você pensa.
Os livros do Jostein Gaarder não são aqueles que só me ajudam a fugir da realidade de vez em quando, mas sim são aqueles que aumentam a minha bagagem de conhecimento, portanto é daqueles que mais vale a pena ler.

Água

Tava caindo água do céu. tava caindo água do céu! tinha um som que se espalhava por todo o espaço. sem luzes, só som. E água, gotas que caíam das nuvens. Do céu. O céu tinha nuvens. Nuvens cinzas e cheias de água. Não tinha estrelas mesmo sendo de dia, por que tinha nuvens.
Eu sai de casa por que tinha água caindo do céu, e a água começou a cair sobre mim. Não mais só sobre a grama e a terra, mas sobre mim também. A água escorria pela minha pele, pelo meu cabelo que então começou a pingar uma água meio azulada. Entre as fibras do tecido do meu pijama tinha água, não qualquer água, mas uma água que caiu do céu. se sede eu tivesse poderia lamber meus ombros, meus braços, meus joelhos, pois a água que caía do céu se acumulava sobre a minha pele, diferente de na terra a qual absorvia todas as gotas.
As nuvens estavam se sacudindo, fazendo cair toda essa água, para se limpar, se preparar para o novo, se livrar do peso, das responsabilidades, das tristezas que ocupavam um lugar e que deixavam tudo confuso e simplesmente despejaram tudo isso encima da gente. As nuvens estavam nos ensinando o que deveríamos fazer.
Essa água me deixou feliz. Por que água é algo que me deixa feliz. Temos água em grandes buracos, temos água salgada em buracos maiores ainda e que se movimenta como se estivesse viva, temos água que se esconde embaixo da terra, temos água que cai do céu. Água é algo mágico. Água voa. Água é livre. Água é vida.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Responsabilidade

Eu me considero uma pessoa responsável, até de mais em alguns momentos na verdade, mas a coisa é, acho que eu não sei quando eu devo agir responsavelmente e quando não. Digo, eu sou uma adolescente de 17 anos que volta e meia ta se estressando demais por alguma coisa que ela, eu, assume que tem que fazer, sendo que eu não quero, mas por ter me comprometido com algo me sinto no dever de sempre cumprir com aquilo.
Ano que vem eu faço 18 anos, e acho que ando tendo uns choques de realidade, parece que do nada eu tenho que ser responsável por coisas, e daqui a pouco eu vou ser legalmente responsável por mim mesma! eu não to pronta para isso, nem um pouco. crescer é aterrorizante, e acontece tão rápido.
Tenho saudades do tempo em que eu não precisava me responsabilizar por nada, não tinha que me preocupar com o que iria acontecer se eu fizesse, ou não fizesse algo. Quando criança, você pode dizer o que vier na mente, por que as pessoas vão simplesmente ignorar pelo fato de você ser criança. Mas isso muda. E parece que é de uma hora para a outra.
A rotina é meio aterrorizante, parece que uma vez que você entrar nela nunca mais irá sair, até por que é confortável, seguro. Eu quero sair do seguro. Eu quero conhecer, adquirir sabedoria.
Ler, viajar, experimentar! acho que esse é o meu grande sonho, CONHECER!
Ok, acabei de ter uma epifania sobre o meu sonho de vida (epifania é uma palavra tão legal!).
Eu comecei esse post falando sobre responsabilidade e acabei desviando um pouco do assunto por que tava conversando com uma pessoa... mas o ponto que eu queria chegar, é que as vezes a gente tem que se livrar de algumas responsabilidades, tem modos responsáveis de fazer isso, e não há a necessidade de ficar sofrendo e se culpando por não querer fazer algo. Enquanto você pode simplesmente parar de se torturar e deixar aquilo para lá. eu me torturo tanto com essas coisas. Acho que deveria parar um pouco. Começar a pensar um pouco mais em mim de vez em quando do que nos outros, por que não adianta tentar deixar os outros felizes de um jeito que tu vá ficar triste.
Minhas postagens sempre acabam com um final pior do que eu esperava, principalmente quando começo a falar sobre o que ta na minha mente com outra pessoa, por que ai toda a minha inspiração acaba escorrendo. Mas tudo bem por mim, por que não é como se eu não tivesse escrito o que eu queria, eu só não escrevi tudo aqui.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Equilíbrio

O ano está acabando, e com ele o semestre no IFSC também, ou seja, provas e trabalhos todos os dias da semana, acordar cedo para estudar, fazer provas a tarde e dormir tarde para terminar trabalhos... Posso dizer que qualquer um fica um pouco estressado com isso, mas eu? Mais que isso, eu me estresso muito em finas de semestre, e este não está sendo diferente. Outro dia no banho eu tava pensando e fiz uma comparação com o fato de lidar com o estress e com os outros sentimentos no geral. Temos que fazer un malabarismo para equilibrar todos os sentimentos as vezes, e como praticamente tudo na vida, tem pessoas que são melhores nisso e outras piores... Eu pessoalmente nunca fui um exemplo de malabarista, e o mesmo acontece com meus sentimentos. Quanto mais intensos, mais fácil de deixar cair, e ai você se desconcentra e acaba tudo no chão. E digamos que o processo de achar uma motivação, recolher tudo do chão e tentar de novo pode ser um pouco difícil as vezes.
Agora escrevendo me veio a me te que não é só os sentimentos que a gente tem que ficar equilibrando, mas também nossos pensamentos, os quais influenciam diretamente no primeiro caso. Para não pirar de vez ou desistir de tudo, eu preciso controlar muito o que eu penso, se eu começo a pensar no tanto de coisas que tenho para fazer para a próxima semana quando ainda tem um monte de coisa para a semana atual eu entro em pânico. E é horrível entrar em pânico. Eu entro em pânico quando perco o controle dos meus pensamentos e consequentemente dos meus sentimentos. E isso adora acontecer quando eu não consigo fazer uma questão em uma prova, o que só torna tudo mais difícil.
Eu queria tanto ter um maior controle dos meus sentimentos/pensamentos! Se eu vou mal em uma prova agora no final do ano já quebro!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

...

Já tem um tempo que eu não posto, tem momentos em que eu sinto mais a necessidade de desabafar, nesses momentos escrever é o que mais me ajuda a relaxar, organizar as minhas ideias e sentimentos, mas não ando em um desses momentos, por isso tenho postado pouco. Não sei exatamente do que falar nesse post, então estou escrevendo o que me vem na mente nesse momento, e o que me da vontade de escrever sobre são alguns tópicos que conversei com uma pessoa que conheci a não muito tempo.
Uma das coisas certamente é a lua, tenho olhado mais para ela, já faz um empo na verdade, acho que o fato de estudar a tarde que me levou a isso. Se não me engano até já comentei sobre por aqui, mas o céu é algo tão magnífico, e as pessoas se atem tanto a uma rotina que esquecem de parar um pouco para admirá-lo. isso me deixa triste, por que o céu, na minha opinião, é algo que consegue ser perfeito. Esse fato se dá por que o céu é parte da natureza, e a natureza é perfeita (pelo menos na minha visão).

domingo, 11 de agosto de 2013

Destino

Ao ir dormir sempre acabo tendo umas reflexões, e hoje comecei a me perguntar sobre o destino.
Muitas pessoas acreditam que por causa dessa "força" o livre arbítrio é inexistente. Mas o que realmente seria o destino?
Cheguei a uma conclusão que me pareceu satisfatória para minha curiosidade. O destino não é algo que está marcado para acontecer, mas sim, o que irá acontecer. Seria como um spoiler sobre a nossa vida.
Para entender a minha lógica, irei explicá-la utilizando como referência um momento x. Pense que cada momento não é um período de tempo, e sim um pensamento, uma escolha feita pelo indivíduo em questão. O momento poderá existir então em três referenciais temporais: passado, presente e futuro.
O momento levando em consideração o referencial do passado, ou seja, observando-o de antes de ele acontecer será algo inexistente e existente ao mesmo tempo, até acontecer, o momento pode existir ou não, pois este depende dos momentos que acontecerão antes dele.
Observando o momento do presente, este será flexivel, o individuo a qual o momento "pertence" poderá moldá-lo da forma como desejar.
Após ter ocorrido, sendo observado do futuro, o momento é algo rigido, imutável. Uma vez feita uma escolha, essa não poderá ser desfeita, pelo simples fato de esta já ter ocorrido.
Na minha "teoria" então, o destino não existe, apenas o tempo. O tempo torna as coisas destinadas a serem algo, pois ao observar um momento do futuro, este não poderá mais ser mudado. A não ser é claro que você tenha uma máquina do tempo, ou conheça o Doctor, mas nesse caso, por favor, me apresente a ele.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

tecido

o tecido vermelho estava esvoaçando por causa do vento que batia chacoalhando as folhas do galho no qual aquela corrente lisa e sedosa, avermelhada como o sangue passando por uma veia estava pendurada. o vento e a música tocando se fundiam formando um som hibrido que chegava aos meus ouvidos. Fui me aproximando vagarosamente. toquei o tecido suave, deixei que se aconchegasse em minhas mãos. o acariciei por um instante para que pudesse conhece-lo e ele a mim. enrolei um pulso. em seguida o outro. ele se modelou perfeitamente no meu braço, com sua cor em contraste com a palidez da minha pele. esperimentei botar um pouco de peso. ele me segurou, sabia então que estaria sempre ali comigo, o algo mais confiavel que poderia ter. mesmo sendo um pouco escorregadio, quando eu precisasse dele ele me seguraria, deixaria que me apoiasse, me prenderia nele...
experimentei um pouco mais. tentei apoiar todo o meu peso, tirando ambos meus pés do chão. era seguro. dei um pequeno impulso e girei, sentir como se pudesse voar. ali atada naquele tecido pendurado em uma árvore. eu estava voando. com um impulso mais forte agora consegui reverter. fiquei de ponta cabeça. meus joelhos perto do peito, encolhidos ainda timidos pelo novo ambiente. aos poucos foram se soltando. estiquei primeiro uma perna. desde minha coxa até a ponta de meus dedos. uma linha perfeita tracejada plos musculos de minha perna. em um momento de susto ela se contraiu. voltei para a posição original. joelhos perto do peito. mais uma tentativa. agora com a perna esquerda. ela criou vida. não só se esticou, mas tentava fugir de mim. primeiro para tras. depois para a frente. em seguida para os lados. a outra vendo os movimentos resolveu tentar de novo. logo minhas duas pernas dançavam no ar. enquanto isso meus punhos se esforçavam para aguentar o peso dessa dança, o preço por desafiar as leis da gravidade. logo não aguentava mais. tive que voltar para o chão. O sangue começou a descer da minha cabeça.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Frustração...

Estamos enfim na metade do ano. Acho que nem preciso dizer o quão rápido passou, mas esse ponto deve ser frizado. Com a história da greve que teve, meu semestre começou mais tarde do que deveria, e tenho certeza de que isso contribuiu bastante para essa sensação de o tempo passar rápido.
Metade do ano, e estou frustada comigo mesma, tenho lido pouco, e escrito menos ainda, na escola minhas notas no geral estão bem boas até, mas em português estou na média, assim como no semestre passado na verdade... Por isso quero escrever sobre isso, para esclarecer para mim mesma, que devo melhorar isso. Ao invés de ficar assistindo séries antes de dormir, pegar um livro para ler. Ao invés de ficar no facebook no fim de semana, abrir esse blog ou um documento no word, um caderno vazio também serve, é ainda melhor na verdade, e jogar meus pensentos, inventar uma história, desabafar, escrever palavras, juntá-las em frases, fazer um texto, manipular as ideias na minha mente e ordena-las de maneira coerente. Fazer os textos de português com mais cuidado para elaborar melhor e conseguir notas melhores.
Não quero isso só por uma questão de precisar ler muitos livros ou tirar notas muito boas, mas sim pois dessa maneira poderei me orgulhar de meu trabalho, poderei ficar satisfeita comigo mesma e não terei vontade de chorar ao pensar no assunto, não precisarei me lamentar por não ter mais aulas com a Nádia, pois irei estar pondo em prática o que elae ensinou, que é o importante, é o que ficará para sempre. Cada professor tem seu momento, e eles irão passar, o importante é por em prática aquilo que aprendemos com eles, pois isso é a função deles em nossas vidas, não nos fazer decorar equações para o vestibular, e sim nos ajudar a encontrar os caminhos da nossa felicidade, porém a caminhada por estes caminhos será de nossa responsabilidade, nosso esforço, essa caminhada é o nosso grande desafio, é o que nos separa de nossa felicidade, pois os caminhos estão abertos, basta termos coragem e determinação para segui-los.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

vasculhando o meu computador eu achei isso... e modéstia parte, apesar de confuso, achei esse texto muito legal...


O mar, esverdeado, meio cinza, prateado, com o sol refletido ou a lua, as ondas pulsando erroneamente na areia macia. O mar que gela meus ossos, que gela meu sangue, atravessando minha carne com pinças de gelo, que me refresca no verão bruto, liberando minha mente dos pensamentos sufocantes congestionados de suor, dos fatos calorosos do verão, das tarefas, compromissos, deveres que se tem um prazo, dos problemas enfrentados em casa, na escola, na rua. O mar de Florianópolis que banha toda a gente, que banha não só os pescadores ou até os burgueses que tem coragem para enfrentar a fúria do deus dos mares, mas também os estrangeiros que se enchem de prazer, de uma real felicidade ao entrarem no mar gélido conversando em uma língua não inteligível com seus familiares sobre a ardência da vermelhidão que predomina em sua pele.
Nunca achei que fosse aqui que ia terminar, escrevendo nesse surrado pedaço de papel, com uma caneta de um banco qualquer. Nunca achei que iria acabar aqui, no lugar em que minha mente funciona com clareza e exatidão, nem mesmo o barulho urgente das ondas que navegam e acabam por se perder na imensidão quente e aconchegante de areia, esse som na verdade só me ajuda a focar, nas coisas boas da vida, nas lembranças dos verões distantes em que eu ria livremente me livrando de todos os pesares... Como era boa a época em que não haviam preocupações, as longas férias de verão, cheia de amigos e sorrisos, abraços, de contato, de calor, de água, água do mar que se posiciona na minha frente nesse instante, rindo com luxúria da minha face coberta por causa do vento sul que sopra, sem se conter arrasta a areia, fazendo com que ela ri chicoteie na minha pele, deixando-me marcas avermelhadas na perna. A espuma branca se formando nas ondas maciças, brilhando com um poder pomposo que se apodera de seus átomos intensificando a sensação de liberdade.
Não estou certa do que faço, minha mente trabalha bem neste ambiente puro, mas meus atos são impulsionados por algo mais forte, que se abate sobre minha alma deixando rastros de uma fraqueza vulgar. O medo está se apoderando de minha mente aos poucos, está corroendo minhas ideias, meus objetivos. Para que viver se não se tem um objetivo? Para que viver... A vida em si não faz muito sentido para mim, digo para que com qual finalidade tanto esforço, tanto estudo, para depois poder arranjar um bom emprego que te prenda em uma vida maçante, com uma rotina diária. Os momentos de descontração aos poucos vão se mostrando mais raros, tornando a felicidade uma regalia concedida para poucos. A felicidade então seria o único motivo real para o qual se vale a pena viver, mas se nem isto lhe é permitido durante sua estadia nesse mundo para que então aproveitar essa passagem.
Os pensamentos que agora mais do que nunca, depois de botá-los no papel, escrevê-los com tinta estão mais convictos, mais reais. A realidade é outra abstração que voa pelas ideias, deixando um rastro inseguro, o qual a maioria ignora. Ótimos ignorantes são essa gente. A veracidade é difusa a realidade, a veracidade foi inventada pelo homem, para que tenha poder, a verdade se torna tão irreal, tão diferente do que realmente se é. O homem usa a veracidade para controlar os pensamentos do resto dessa raça, fazendo-os julgar que a verdade é o que eles querem que sejam, ou pelo menos o que é melhor para eles que sejam. Se a maioria acredita em algo, aquilo quase que automaticamente se torna verdade.
Já a realidade é algo natural, imutável, a realidade não é só uma, é sim muitas coisas, não é por que uma coisa é imaginaria que não é real, ela pode ser real dentro da sua imaginação, no contexto certo, tudo pode ser real. O mar é real, o mar é mais que real, o mar é um imaginário real. Um imaginário real, isso soa tão bem nos meus ouvidos, afinal o que mais tem importância na minha vida são as coisas que em minha mente prego serem as mais imaginárias, mas se no contexto da minha mente elas são reais, então essa pode se tornar minha realidade, então tudo que eu acreditava, toda a verdade que eu considerava certa não passa de mentiras inventadas pelo vírus que está tentando corroer minhas ideias. Acho que minha imaginação está em uma tentativa de proteger meus pensamentos, proteger o que mais lhe é precioso, pois tem a necessidade vital disto para se orientar.
As coisas mais importantes para mim, essas que são tão imaginariamente reais são as palavras, as quais estou usando agora para escrever essa reflexão que provavelmente está salvando minha vida. Pois tudo que eu quero neste instante (julgo ser imaginário real também, o instante) é entrar nesse mar rebelde que repousa violentamente na areia aqui logo ali, na minha frente, um pouco da água que bate surrante contra a praia escapa pelo ar, dando alguns mortais estranhos e chegando na folha de papel, na minha face, quem me vê, de perto, porém emocionalmente de longe pode pensar que estou chorando, afinal não se é muito diferenciável lágrimas da água do mar, as duas são salgadas, puras, ambas pesam, estão se libertando de uma pisão, pesam todo o peso que está indo embora com elas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak

‎"As palavras. Por que tinham que existir? Sem elas, não haveria nada disso. Sem as palavras, o Führer não era nada."

Acho que esse foi um dos melhores livros que já li, talvez diga isso por ainda estar com as emoções que ele me trouxe na superfície, isso já aconteceu com outros livros, não quer dizer que com o tempo ele deixa de ser bom, apenas que os sentimentos são absorvidos.

Este livro contribuiu para aumentar meu ódio por Hitler, que já não era pequeno após ler "O Menino do Pijama Listrado", "O  Diário de Anne Frank" e "Maus"... A diferença que vi neste livro, foi que assim como no Menino do Pijama Listrado conta a história não de um judeu, mas sim de um alemão que sofreu com o nazismo, apesar de ter isso em comum essas histórias são completamente diferentes e mostram diferentes perspectivas sobre as dificuldades dos alemães durante o nazismo.
Fiquei encantada com Liesel, uma garota que odeia e ama as palavras, o problema no entanto não são as palavras, mas sim quem as usa, e principalmente como as usa, pois acredito com toda minha fé, que as palavras não vieram ao mundo para tornar possível coisas como o nazismo, e sim para contar-nos histórias como essa, que tornam nossas vidas melhores, trazendo emoções que nunca teríamos na vida real.
Bato palmas não a Deus, que não impediu o holocausto, mas sim a Markus Zusak que escreveu pela morte.

"Os seres humanos me assombram" - Morte