sábado, 4 de agosto de 2012

regredindo...

Já leu os jornais? Assistiu a TV? Ou ouviu o rádio? Duvido que tenha lido, visto ou ouvido algo sobre a greve nas instituições federais. Para que falar disso afinal? As olimpíadas não são tão mais interessantes? Pois é, eu estudo em um Instituto Federal, e estou sendo diretamente afetada pela greve. Antes das férias de julho, passei algumas semanas tendo aula de apenas algumas matérias. Meu conteúdo de física e português por exemplo não foram completados. E agora, já era para ter tido uma semana de aula, porém nada. As demais pessoas que conheço, as quais não são estudantes do IF estão em aula, aprendendo novas coisas todos os dias, e só sinto que cada dia desaprendo coisas. Além disso, cada dia sinto mais raiva do sistema em que vivemos. Um sistema que prioriza coisas que deveriam estar mais em baixo na lista de prioridades. Acontece que este sistema não vai durar por muito tempo, uma hora vai desmoronar, e acho até que isso já começou a acontecer, já há rachaduras. Se estamos em greve, é por que pelo menos uma parte da população percebeu que as coisas não estão certas.
A maioria dos jogadores de futebol não tiveram uma boa formação, talvez seja por isso que se investe tanto em futebol, afinal com essa falta de investimento na educação, algo terá que sustentar o sistema, talvez eles acreditem que isto poderá o fazer. Eu não acredito nisso. Acredito que o quanto menos se investe em educação, mais rápido esse sistema irá sucumbir. Não existiriam médicos, advogados, arquitetos, eletricistas, engenheiros, etc. se não houvesse educação. Eles não teriam instrumentos para realizar seus trabalhos, todos seriam ignorantes. Viraríamos selvagens, brigando por um pedaço de comida, não trataríamos mais de doenças, não construiríamos mais casas... Talvez essa seja a vontade deles, regredir no tempo... Voltar para a era em que morávamos em cavernas e caçávamos para nossa sobrevivência. Talvez, tudo não passe de uma brincadeira do contra, tudo que falam querem dizer o oposto, portanto quando falam em progresso, desenvolvimento, talvez queiram dizer exatamente o contrário. 

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