O Bicho
“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem”.
Manuel Bandeira
Estava fazendo uma tarefa de geografia tranquilamente, sobre aquecimento global, recursos renováveis ou não e esse tipo de coisa, quando me deparo com esse poema do Manuel Bandeira em uma das questões. Logo que acabei de ler pensei duas coisas. Primeiro: esse cara é um gênio. e segundo: preciso fazer uma postagem com esse poema.
A verdade é que não precisa ser um gênio para criar algo assim, só ter um cérebro. Afinal ele só retratou uma situação que poderá ser um retrato da humanidade no geral futuramente. Esse poema me emocionou, pois Bandeira soube posicionar as palavras de um jeito em que ficcionalmente retratou uma realidade. que futuramente será para todos nós se não pararmos de poluir este mundo como estamos. Estatísticas mostram que temos até 2015 para estabilizar a temperatura do planeta, e dai até 2050 para baixa-la. já estamos em 2011 e pelo que podemos ver nada foi feito a respeito.
Temo não por mim, mas por todos aqueles que virão, temo que eles não vejam muitas das coisas que pude ver só nestes anos que estive aqui até agora, temo que eles não poderão ver o que verei nos próximos anos que estarei aqui. E tudo isso por causa da ganância, egoismo em que vivemos nos dias de hoje.
Se eu já não pude ver muitas coisas, pois foram destruídas antes mesmo de eu vir para este mundo, imagine o pouco que sobrará para meus futuros parentes.
Se conseguiram cuidar do mundo para que este esteja vivo até hoje, por que não podemos cuidar para que as futuras gerações possam fazer suas escolhas assim como fizemos as nossas.
Preserve o mundo, pois ele é um só, e quando este se esvair, não terá mais como voltar atrás.
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